sexta-feira, 5 de junho de 2026
Strùnfoli, o Doce que Une Gerações
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Encontro entre escritor e leitores
segunda-feira, 22 de agosto de 2022
Avenoba participa do 1º Encontro Municipal da Cultura
Na noite de 19 de agosto de 2022, na Câmara Municipal de Vereadores de Nova Bassano-RS, associados da AVENOBA participaram do 1º Encontro Municipal da Cultura.
Inicialmente com uma palestra sobre o tema Patrimônio e a construção da identidade cultural, por Paula Fogaça - Arquiteta, Assessora da ATUASERRA, de Bento Gonçalves. O objetivo da palestra foi trazer mais conhecimento sobre o que é patrimônio histórico e cultural, mostrando a importância de sua preservação e valorização na comunidade.
Na ocasião também aconteceu a assembleia da AVENOBA tratando alguns temas. Divulgação e premiação dos resultados na 1ª edição das Olimpíadas do Talian, de Serafina Corrêa, entrega de certificados aos participantes e brindes aos jogadores de bisca, quatrilho e jogo da mora. Também foi feito o encerramento do projeto "Tampinha do Bem" e doação de cadeira ao Rotary Club da nossa cidade.
Com objetivo de preservação da identidade cultural foram entregues para a AVENOBA importantes registros para formação dos primeiros professores e difusores do Talian.
A tradicional cucagna foi motivo de confraternização ao final do evento e o presidente Juari Joao Zanon agradeceu a todos associados e os envolvidos presentes.
quarta-feira, 27 de julho de 2022
Mãos vazias e coração cheio
Com as mãos vazias e o coração cheio. Foi assim que nossos italianos partiram da Itália, abandonando suas heranças materiais em busca de novo local para viver, inclusive, no Brasil.
Renunciaram e lá deixaram o que tinham de bens materiais, mas sabiam que, com força e coragem, seriam capazes de lutar, desbravar e, assim, sobreviver, pois carregavam no coração muitos sonhos, esperanças e fé. O coração estava repleto e abastecido por muitas receitas de vida, por ensinamentos e costumes herdados dos antepassados, que mantinham viva a chance de vencer.
Texto da associada Carla Todeschini Sasso, aluna do Talian III pela UNICENTRO. publicado no site de Silvana Toazza. Acesse todo o conteúdo aqui.
sexta-feira, 20 de maio de 2022
AVENOBA participa de atividade cívica na Escola 15 de Novembro
No Dia da Etnia Italiana, a AVENOBA participou de momento cívico na Escola Quinze de Novembro, na Semana do município, quando foram feitas apresentações resgatando a história da imigração italiana. Os alunos apresentaram a história da imigração através da releitura da música Mérica, Mérica, recitando um jogral. A Avenoba participou apresentando junto com as crianças a coreografia da Bela Polenta, além de mostrar utensílios típicos usados desde a plantação do milho, até o preparo da polenta, utilizando o vocabulário da língua Talian. Gratidão pelo convite!
segunda-feira, 7 de março de 2022
O Talian sai do Baú
A associada da Avenoba, Carla Todeschini Sasso, aluna do curso Cucagna, Scola de Talian, da UNICENTRO, Universidade do Centroeste do Paraná, representou todos os alunos num belo depoimento que foi publicado pela Revista Insieme. Carla participou também de uma live promovida pela revista , juntamente com Juvenal Jorge Dal Castel - presidente da ASSODITA , Associação dos Difusores do Talian, e Loremi L. Pencal, professora do curso, ambos organizadores da gramática Talian par Cei e Grandi: Gramàtica e stòria . Carla revela que a língua talian é como um tesouro guardado num baú e agora redescoberto. Ela é uma das seis pessoas da associação que estão estudando a língua e incentivando o seu resgate e valorização, a fim de manter viva a cultura trazida e cultivada pelos imigrantes. Parabéns à Carla pelo seu empenho!
domingo, 12 de dezembro de 2021
I Per Andare
Veja todas as fotos aqui no link
1° Per Andare da AVENOBA em 11 de dezembro de 2021*
_"Par vedere, par savere, par pregare, par magnare e par bevere."_
Os estudantes dos cursos de Italiano Standart, Italiano Conversação e Talian , realizaram um passeio cultural , encerrando com uma confraternização, com o seguinte roteiro e atividades.
Na saída da sede da AVENOBA, o Presidente Juari João Zanon agradeceu a presença do grupo, detalhou o roteiro e pediu proteção de Jesus através de uma oração.
O primeiro lugar visitado foi o Monte Paréo, onde José Pieta aguardava o grupo para contar a história do local, animando o momento com canções italianas. Além de conhecer mais da história , foi momento de orações a Nossa Senhora de Caravágio e subida no mirante.
A próxima visita foi à Capela de São José, onde Beatriz Pagliocchi Tomazoni conduziu um momento de oração e contou a história da capela centenária, construída com pedras e tijolos de barro produzidos pelos imigrantes.
Em seguida o grupo conheceu a Casa da família Guizzardi, onde residiu o Bispo Dom Laurindo, cuja história foi contada por Salete Vuelma Tomazoni e Ires Parisotto Caldieraro. A linda casa de arquitetura italiana guarda detalhes originais e segue sendo preservada.
A próxima parada foi para visitação da Casa de Pedra da família Todeschini, única nesse estilo arquitetônico no município. A família contou a história da casa de mais de 100 anos e presenteou cada visitante com um pão caseiro de abóbora.
Para finalizar, a Família Peruzzo acolheu o grupo . Adilson e família mostraram o espaço que cuidam para resgate cultural e por fim aconteceu uma confraternização com culinária italiana, contando também com a chegada surpresa do Papai Noel.
Na passagem em cada um dos espaços foi plantada uma muda de rosa e cada pessoa que recepcionou recebeu um certificado de agradecimento . A AVENOBA agradece imensamente a todos . Foi uma tarde de aprendizado, valorização de nossas raízes , nossa língua mãe e nossa história.
sexta-feira, 6 de agosto de 2021
Certificação dos alunos dos Cursos de Italiano
Na noite de 05 de agosto, com todos os protocolos respeitados, os alunos dos Cursos de Italiano Iniciante e Conversação, oferecidos pela AVENOBA, reuniram-se para celebrar e receber a certificação do semestre cursado. Esses cursos são ministrados na língua padrão pela professora Claudete Pellizzari a todos os associados ou familiares interessados e são coordenados pela Professora Firléia Guadagnin Radin. No segundo semestre os cursos terão continuidade. O Presidente Juari João Zanon parabenizou a todos os alunos que levam adiante a cultura italiana!
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| Alunos do Curso Italiano Iniciante |
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| Alunos do Curso Italiano Conversação |
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| Grupo de alunos e Professora Claudete |
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
Livros de escritora italiana no acervo da AVENOBA
A escritora italiana Nady Vettori enviou exemplares de seus livros para a escritora Ires Parisotto Caldieraro, que foram doados pela mesma à AVENOBA, ficando os mesmos à disposição dos associados para leitura. O Presidente Juari escreveu a carta abaixo agradecendo.
domingo, 22 de novembro de 2020
Arte no Muro - A Saga de Um Povo
Além do mar, na Itália do século XIX, o país sofria com suas batalhas e guerras, as quais... despertaram a pobreza, a fome e a desespero na população. Trabalhadores sem-terra, submissos e explorados, com muitas bocas para alimentar, viviam momentos de dor e angústia. Não havia mais que uma fatia de polenta sem sal para enganar o estômago. Não se via um futuro.
Até que começaram a chegar notícias de um país distante, chamado Brasil, diziam ser a terra da cucagna, um país fabuloso onde reinavam a riqueza e a diversão. Muitas promessas de vida fácil, de realização do sonho, de ter seu próprio chão e da tão sonhada liberdade.
O Brasil precisava de braços para o trabalho e gente para habitar as terras de matas virgens. Para a Itália, a partida em massa dos pobres camponeses desempregados era vista com bons olhos. Já para milhões de italianos, a partida não era uma escolha, mas sim, a única forma de sobreviver.
Durante a longa viagem “in la nave”, onde partiram com poucas bagagens, mas com fé e coragem enfrentavam a sobrecarga de gente, misturada a animais, onde proliferavam as doenças! Mortos eram jogados ao mar, além de naufrágios, fazendo que muitos não sobrevivessem.
Ao chegarem aos Portos ficavam sitiados, em quarentena devido as doenças transmitidas durante a viagem, depois prosseguiam em embarcações precárias pelos rios, pois não existiam estradas! Mas sua jornada ainda não estava completa, pois era necessário abrirem acessos em meio à mata, onde nem os raios de sol eram vistos devido a densa vegetação, onde perigos rodavam em forma de animais selvagens. Seguiram longos caminhos a pé ou no lombo de animais até o seu destino. Nem todos conseguiam chegar ao final dessa Odisseia vivos.
Os que ficavam lamentavam a partida, pois sabiam que nunca mais veriam sua família e amigos e os que partiam rumo ao desconhecido, sabiam que seria uma viagem sem volta…
Ao chegarem o sentimento de terem sido trapaceados, iludidos e enganados era permanente! Aos poucos iam percebendo que a América era a esperança e a única opção para um recomeço.
E assim, em 1891 ao chegaram aqui, em uma terra habitada por índios coroados, receberam o seu lote, demarcado pelo governo.
En le "valigie" traziam, além da esperança, algumas ferramentas, poucas sementes, escassos alimentos e muita vontade de trabalhar…. E obviamente um coração cheio de saudade e dor.
Mas a cada amanhecer, erguiam suas cabeças, oravam e trabalhavam afinco. Abriram picadas na mata, construíram abrigos primitivos. E o vai e vem dos serrotes tombava as araucárias, árvores tão características da nossa Serra gaúcha.
Derrubar e queimar a mata era necessário, porque a terra estava se oferecendo para ser trabalhada, afagada para fazer o pão e era necessária para que vida seguisse seu rumo.. Era preciso comer.
Todo o esforço implantado na terra, foi recompensado pela fertilidade dos campos jamais explorados. A mesa, aos poucos foi ficando farta, diferente da escassez que conheciam na Itália, tornando se a primeira conquista dos trabalhadores dessas colônias.
O árduo trabalho do dia a dia
As sementes que vieram da Itália germinaram, viraram árvores e produziram frutos. O trabalho era árduo e lentamente o resultado começava a aparecer.
Além das ferramentas trazidas, era necessário a produção de mais utensílios e materiais para serem utilizados nas construções, nas lavouras ou até mesmo na cozinha.
E na união do trabalho, com amor, fé e esperança se dava início a um novo ciclo, formando famílias, produzindo alimentos, nascendo novos povoados.
Da mãe Itália? Nostalgia. Voltar pra lá não era mais uma opção, o destino estava traçado! Mas a saudade era gigante, quase insuportável
A melancolia, tristeza assombrava a falta de notícias dos que na Itália haviam ficado. Uma segunda Pátria estava sendo construída com lágrimas e suor, mesmo assim a mãe Itália não era esquecida.
Mas um dia, as primeiras cartas começaram a chegar, inundando de emoção a todos, motivando e enchendo os corações novamente de esperança. Fazendo que o sonho florescesse a cada amanhecer.
As cartas eram a maneira de sentir o sorriso, o abraço, o carinho ou até a tristeza de quem estava longe! Elas iam e vinham com um único objetivo, que era amenizar a dor da separação e da distância
Cara mamma, io qui sto benne… Come stai? Mi manchi! Ti amo!
E assim passaram a viver constantemente com o coração dividido entre dois mundos.
E assim povoaram essa terra
E assim povoaram esta terra, passando por períodos de tensão e turbulência, fazendo surgir uma nova cultura, adaptando suas tradições milenares a um novo ambiente.
O progresso se tornava evidente a cada pedra e a cada estaca cravada em terras brasileiras, a “ética do trabalho” norteava os costumes. E entre acertos e erros, os imigrantes deixavam sua marca.
As cavernas, os troncos de árvores, a vegetação densa começava dar lugar a uma bela e única arquitetura. Transformando aquele espaço selvagem, em seu lar.
As famílias eram numerosas e assim construíram belas e grandes casas com tábuas serradas a mão, uma a uma, pacientemente. No telhado, usavam os pequenos pedaços de madeira, le scándole, como forma de proteção a intempéries.
A preocupação com a segurança fez com que arquitetura fosse transformada, deixando com que a cozinha ficasse afastada dos outros cômodos sendo ligada por um corredor ao restante da casa, prevenindo assim incêndios que podiam ser provocados pelas brasas dos fogolare.
Os porões de pedra abrigavam pipas de vinho, alimentos e claro, queijos e salames. Do forno construído de tijolos e barro, o aroma de saborosos pães, cucas, biscoitos e das batatas assadas saciava a fome de todos e de certa forma fazia com que as pessoas pudessem amenizar a saudade da sua terra natal.
A fé identificando um povo
Os primeiros imigrantes se ampararam na fé para enfrentar as adversidades e fortalecer sua coragem para iniciar uma nova vida em terras virgens e matas intocadas.
Superaram obstáculos ajudados por missionários scalabrinianos. O primeiro a chegar e aqui se estabelecer foi o Padre Pietro Antônio Colbachini. Veio e cravou a cruz, fundando Nova Bassano com o nome da sua cidade natal: Bassano Del Grappa.
Colbachini era empreendedor, autoritário, trabalhava com entusiasmo, não media esforços e nem horas de serviço junto às famílias.
Isolados geograficamente, organizaram as primeiras comunidades ao redor das Capelas, nas linhas já demarcadas, dedicadas a um santo ou a Nossa Senhora.
Os imigrantes trouxeram em suas bagagens um fervor religioso que é percebido até hoje, através das igrejas, capitéis e capelas construídas e deixadas como legado material aos seus descendentes. Transformando as festas da Igreja tanto da cidade como no interior, regadas a música e gastronomia típica em uma de nossas tradições.
Ao longo das “linhas” vários capitéis foram construídos, que serviam de pontos de encontro para orações.
Assim, desde o início, a fé é a marca que identifica a nossa gente, com respeito às diferentes religiões e etnias que chegam em nossa cidade todos os dias.
O trabalho na terra e o progresso econômico
A tão sonhada terra, encontrada aqui em seu estado virgem, transformou-se na base da economia da população.
O relevo montanhoso e o clima frio, semelhantes ao italiano, favoreceram o cultivo dos parreirais, mantendo a tradição do vinho, sendo ela para consumo próprio ou a comercialização através das cantinas.
A terra trabalhada, com a produção do milho, do trigo, da soja, ou hortifrutigranjeiros, além da criação de gado de corte e produção de leite, assim como a suinocultura e a avicultura fazem até hoje, com que nosso município se destaque na economia primária.
Vinte e oito comunidades do interior desde o início do povoamento se organizaram e prosperaram na agricultura, alternando as atividades, aperfeiçoando as técnicas, inovando na tecnologia e buscando a sucessão familiar.
A emancipação de Nova Bassano e a consolidação do Pólo Metalúrgico
Por entre morros imponentes, os bravos imigrantes italianos, formaram seu povoado e no dia 23 de maio de 1964 ocorreu a emancipação, Nova Bassano tornou-se município.
Estes constituíram suas famílias, tiveram seus filhos e consequentemente a terra já não era suficiente para todos.
Assim, a segunda geração foi em busca de seus sonhos e de novas terras, nas regiões do oeste de Santa Catarina, Paraná, entre tantos outros lugares onde lá desbravaram e prosperaram.
Já os da terceira geração, voltaram e encontraram aqui o surgimento e consolidação da indústria do ferro e aço das nossas valorosas indústrias metalúrgicas.
Grandes e pequenas empresas de metalurgia alavancam a economia, fazendo com que Nova Bassano seja reconhecida como polo metalúrgico no Brasil e no mundo.
As belezas, a natureza e cultura do povo fazem de Nova Bassano um lugar acolhedor.
A língua, costumes e os hábitos, trazidos de sua terra natal, fazem parte do progresso rural e urbano, e impulsionam com seu dinamismo.
Temos orgulho de mostrar o que a nossa cidade tem de melhor.
Por isso, que tal irmos até o interior? Comecemos pela Cascata da Boa Fé, passando pelo Caravágio, subir o Monte Páreo para ver o horizonte? E a nossa comunidade de poloneses que aqui chegaram na segunda metade do século XIX com seu rico artesanato.
E o que falar da nossa igreja de São José, construída em 1895 e reconstruída em 1911? E a de São Bernardo?E a casas centenárias? Os capitéis? E a beleza do nosso Balneário Carreiro na divisa com Serafina Corrêa?
E a sede do município onde de cara se visualiza a linda igreja, o imponente campanário e o santuário do Senhor Bom Jesus que atrai milhares de romeiros.
E os lindos bairros entre os morros, que foram construíram para acolher os tantos que chegaram de outras regiões do Brasil para trabalhar aqui e constituir o seu lar.
E o nosso lindo Parque de Rodeios onde encontramos o inigualável Centro de Eventos.
Sim, a nossa cidade é linda e foi construída por você, por sua família, por várias etnias…. Por todos nós..
E hoje apresentamos este espaço público, aberto, plural…construído por um artista bassanense transformando o muro em arte e em mais um ponto turístico o qual queremos apresentá-lo ao mundo.
A arte transformou este muro num resgate de nossa cultura e é motivo de orgulho para todos os bassanenses e para futuras gerações…. E que possamos celebrar a História e a vida de nossa gente!
Elenco
Comissão do Projeto Arte no Muro
Marli Dagnese Fiorentin, Analice Antoniollli, Airton Primieri,





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